A relação entre computação cognitiva e Inteligência Artificial é a de duas tecnologias que funcionarão de maneira complementar nos próximos anos. Tratam-se dos recursos mais avançados que uma empresa pode dispor para a geração de insights e, por isso, são assuntos badalados no meio de TI. No entanto, não são necessários grandes estudos para saber como esses dois recursos ajudarão a sua empresa a obter um melhor desempenho.

Neste artigo, vamos mostrar as semelhanças, diferenças e como elas podem ser combinadas para trazer benefícios para a sua empresa. Vamos lá?

O que é computação cognitiva?

Computação cognitiva é o uso de tecnologia para simular o processo decisório de um cérebro humano. Trata-se de um recurso que faz com que a solução de problemas complexos, bem diferentes daqueles que são normalmente delegados às máquinas, seja possível. Esses modelos computacionais permitem que empresas lidem com situações em que as respostas podem ser incertas e não deve ser confundido com Inteligência Artificial.

Embora diga respeito a uma forma de fazer com que computadores nos ajudem a escolher entre uma gama de opções, a computação cognitiva é utilizada em aplicações distintas daquelas em que aplicamos IA.

Os sistemas são ensinados não a consumir informação para entregar respostas, mas a analisar situações complexas, levando em consideração o contexto de cada uma delas, o ambiente e a intenção. A ideia é que todas as decisões sejam tomadas seguindo o mesmo raciocínio de uma pessoa.

Um dos grandes exemplos de aplicação da computação cognitiva é o Watson, da IBM. O software é capaz de discernir entre informações que são relevantes para uma determinada situação e, simultaneamente, propícias.

Por causa disso, ele pode ser utilizado em ambientes como os hospitais e consultórios médicos. O Watson for Oncology faz exatamente isso, fornecendo a médicos ideias de tratamentos que consideram todo o histórico do paciente e as prescrições mais indicadas para salvar a vida dele.

O que significa Inteligência Artificial?

A Inteligência Artificial já foi muito explorada por filmes e outras mídias, mas aquela que desenvolvemos tem pouco a ver com o que as obras de Hollywood mostram. Ela também simula como humanos interagem com dados, mas em uma capacidade diferente da computação cognitiva.

Uma IA pode aprender, decidir e se autocorrigir. Mas ela faz todas essas coisas porque foi programada para isso, como um software tradicional. O que quer dizer que, na maioria dos casos, elas são reativas e têm uma memória limitada.

É possível programar uma Inteligência Artificial para que ela aprenda a escrever. É provável, todavia, que o conteúdo produzido por ela não faça muito sentido. Embora o reconhecimento de fala e de padrões de conversação esteja inserido nos sistemas e eles sejam capazes de simulá-los, ainda não são conseguem escrever como um de nós.

Umas das principais referências de Inteligência Artificial no mercado é o Deep Blue, também feito pela IBM. Esse é o programa que foi utilizado para derrotar o jogador de xadrez Garry Kasparov na década de 1990. Ele era capaz de mover as peças e fazer um jogo perfeito, considerando informações de jogos que foram introduzidas na máquina anteriormente.

O Deep Blue, todavia, não era capaz que utilizar sua memória para informar decisões do futuro. Ele apenas analisava situações dentro de um contexto e escolhia a decisão mais acertada. Como os sistemas de Inteligência Artificial que interagem conosco (como a Siri), ele precisava receber comandos específicos para reagir a eles.

Sendo assim, a Inteligência Artificial é ótima para reconhecer padrões, identificar anomalias e automatizar sistemas. Paralelamente à computação cognitiva, essa tecnologia pode gerar grandes resultados.

O que as duas tecnologias têm em comum?

Computação cognitiva e Inteligência Artificial têm em comum os recursos que utilizam para executar suas tarefas. Machine learning, processamento de linguagem natural, redes neurais e deep learning são ferramentas comuns dentro das duas tecnologias. Elas também podem ser aplicadas em áreas semelhantes, funcionando bem dentro dos negócios, indústrias e governos.

Como elas se diferem?

É fácil discernir entre Inteligência Artificial e computação cognitiva compreendendo os dois conceitos. IA se baseia em algoritmos para solucionar um problema, identificar padrões entre dados e relacioná-los, o que faz com que ela possa lidar apenas com um dataset limitado e indicar soluções que foram alimentadas ao sistema.

Já os recursos de computação cognitiva são ensinados a pensar, simulando com algoritmos as linhas de raciocínio humanas, o que faz com que eles sejam capazes de lidar com demandas complexas e que nem sempre são relacionadas.

Como exemplo disso, podemos citar aquelas soluções que você desenvolve para problemas quando não está focado neles. Os famosos “pensamentos de chuveiro” são insights que aparecem em nossa mente quando nos desconectamos de uma situação.

Sistemas de computação cognitiva são capazes de gerar esse tipo de ideia em alguns instantes, atuando de maneira criativa. Eles adaptam suas decisões conforme novas informações aparecem e são mais flexíveis do que a Inteligência Artificial.

Por que trabalhar com IA e computação cognitiva simultaneamente?

Em pouco tempo, empresas poderão utilizar os dois recursos de maneira integrada para chegar a decisões mais precisas. Operando com os mesmos bancos de dados e variáveis, elas poderão operar carros inteligentes, que sabem, simultaneamente, para onde vão e como chegar lá.

Dentro das empresas, poderão levantar dados e identificar aqueles que são relevantes no processo de decisão. Ou mesmo operar chatbots que respondem a demandas e também passam o teste de Turing (capacidade de uma máquina exibir comportamento inteligente equivalente a um ser humano, ou indistinguível deste), sendo virtualmente idênticos a uma interação com um atendente real.

Combinadas, serão fundamentais para avançar o processo de geração de insights e integrá-lo a uma tomada de decisão automatizada, completamente livre da necessidade de intervenção humana e bem mais veloz do que qualquer sistema que utilizamos hoje.

Estas tecnologias já estão em uso e estão sendo aprimoradas para ampliar o leque de possibilidades que podem oferecer às empresas. É preciso estar atento as inovações para determinar o momento certo de investir. Gigantes como a Apple e a Amazon, que utilizam esta tecnologia a algum tempo,  desenvolveram sistemas próprios e colocaram os recursos a favor de seus modelos de negócio.

E aí, conseguiu entender como computação cognitiva e inteligência artificial podem alavancar o seu empreendimento? Assine nossa newsletter e continue aprendendo com a gente!