O Big Data e o Business Intelligence são dois conceitos em alta neste momento de transformação digital que o mundo corporativo está vivendo. Ambos remetem à gestão orientada por dados.

A verdade é que existem diferenças significativas entre essas duas ideias, que são amparadas por ferramentas e métodos de acesso e análise de informações para melhorar e otimizar decisões e o desempenho nos negócios.

É sobre isso que vamos refletir ao longo deste post. Continue lendo para entender cada uma das abordagens, quais vantagens elas oferecem e como podem dar origem ao Data Intelligence no seu negócio! Vamos lá?

O que é Business Intelligence?

A Gartner, empresa global de pesquisa em TI, assim define o conceito de Business Intelligence (BI): “um termo abrangente que inclui as aplicações, infraestrutura, ferramentas e práticas que dão acesso a informações e permitem análises”.

Portanto, por mais que no senso comum o BI seja visto sempre como um sistema elaborado para analisar informações, na verdade estamos falando de uma estratégia de gestão orientada a dados.

Ela, quando está madura nas empresas, abarca as chamadas “plataformas de BI”, softwares que acessam e analisam dados em conjunto e apresentam insights analíticos em relatórios, resumos, painéis, gráficos e mapas para fornecer aos usuários (normalmente a alta hierarquia) informações detalhadas sobre o estado do negócio.

Em suma, uma empresa que empreende uma estratégia de Business Intelligence oferece aos seus executivos de negócio uma maneira mais efetiva de examinar dados para identificar padrões, prever tendências e obter insights — na organização como um todo e em departamentos e projetos específicos.

Usando métodos de análise de dados (prescritiva, descritiva, preditiva etc.) e ferramentas de BI, a empresa simplifica o esforço que as pessoas precisam para pesquisar, mesclar e consultar dados para obter as informações necessárias para tomar boas decisões. Isso é bastante visível em áreas como marketing e vendas, mas também aplicável em operações de produção, logística, entre outras.

Uma estratégia de BI facilita a criação de uma cultura orientada a dados

Os dados estão em todo lugar, nos anos de registros de vendas anteriores, informações de garantia de qualidade e desempenho financeiro das organizações.

Esses dados são uma mina de ouro. Os gestores apenas têm de saber como extraí-los e usar as ferramentas de business intelligence certas. Assim, unindo método e tecnologia é possível transformar dados em informações úteis para planos de ação e tomadas de decisão.

Ajuda a integrar estrategicamente as equipes

O sonho de todo CEO: uma organização que tem todos os departamentos na mesma página, caminhando juntos em direção a metas com rapidez e eficiência. Infelizmente, para a maioria deles, esse desejo ainda não se concretizou porque seus departamentos de TI estão ocupados demais lutando contra informações isoladas, gargalos gerenciais e operações problemáticas.

Com uma estratégia de BI que centraliza os dados, no entanto, as paredes podem ser quebradas. Oferecer uma versão da verdade torna as discussões mais acionáveis ​​e os argumentos menos prováveis. Painéis compartilháveis ​​e recursos de consulta em linguagem natural aumentam a colaboração entre indivíduos, equipes e departamentos.

Com exibições interativas ao vivo vinculadas a dados com os quais todos concordam — porque conseguem interpretar —, é possível aproveitar o trabalho uns dos outros e acelerar o progresso em direção aos objetivos macros.

Fornece capacidade de prever o futuro do negócio

Como parte da inteligência de negócios, a análise preditiva permite escolher tendências e explorar como elas podem evoluir. Para simplificar, é uma maneira de encontrar padrões em dados históricos, referenciando dados atuais em relação a esses padrões e descobrir as chances de certos eventos ou situações surgirem no futuro.

Como sempre, as aplicações práticas são a diferença entre as ideias e os benefícios para os negócios. Os gestores precisam se concentrar nos resultados de negócios desejados. A estratégia de BI os ajuda a fazer as perguntas certas a serem respondidas e partir para a escolha das metodologias e das aplicações adequadas.

O que é Big Data?

Para a Gartner, o Big Data é o termo que compreende “um grande volume de informações, alta velocidade e/ou ativos de informações de alta variedade que exigem formas inovadoras e econômicas de processamento, usadas para permitir uma melhor percepção de valor, tomada de decisões e automação de processos”.

Esse enunciado, visto assim, de maneira isolada, pode ter semelhanças com o Business Intelligence. De alguma maneira eles estão ligados. No entanto, há diferenças.

Confira, a seguir, as três variáveis que compõem o Big Data para começar a entender como essa estratégia se diferencia do conceito de BI.

  • volume — organizações coletam dados de uma variedade de fontes, incluindo transações comerciais, mídias sociais e informações de dados de sensor ou máquina-a-máquina. No passado, armazená-lo seria um problema, mas novas tecnologias (como o Hadoop, por exemplo) facilitam tudo;
  • velocidade — os dados fluem em uma velocidade sem precedentes e devem ser tratados em tempo hábil. Tags RFID, sensores e medidores inteligentes estão gerando a necessidade de lidar com torrentes de dados em tempo quase real;
  • variedade — as informações vêm em todos os tipos de formatos, de dados numéricos estruturados em bancos de dados tradicionais a documentos de texto não estruturados, e-mail, vídeo, áudio, dados de cotações de ações e transações financeiras.

Logo, dizemos que uma empresa tem uma estratégia de Big Data quando implementam aplicações, métodos e práticas para coletar, processar e, sobretudo, analisar grandes volumes de dados para transformá-los em informações úteis para tomar decisões de negócios mais acertadas.

Uma estratégia de Big Data auxilia na redução de custos

Algumas ferramentas de Big Data podem trazer vantagens de custo para os negócios quando grandes quantidades de dados são armazenadas.

Coordenadas com metodologias de análise e identificação de padrões de comportamento de clientes, fornecedores e até de máquinas do chão de fábrica, entre outras combinações, essas ferramentas também ajudam a identificar formas mais eficientes de fazer negócios.

Aumenta a velocidade das operações e das decisões de negócio

A alta velocidade de processamento e análise das soluções de Big Data ajudam a identificar facilmente novas fontes de dados que auxiliam as empresas a agir mais rapidamente no ajuste de processos, na identificação de gargalos e riscos operacionais etc.

Facilita o desenvolvimento de novos produtos e serviços

Ao saber as tendências de necessidades do cliente e satisfação por meio de análise de comportamento via redes sociais, por exemplo, os times de inteligência de negócio podem se concentrar na criação de serviços e produtos mais aderentes a necessidades reais e, portanto, mais vendáveis.

Permite entender melhor as condições do mercado

Ao analisar volumes imensos de dados, os executivos de negócios entendem melhor as condições atuais do mercado. Por exemplo, ao analisar os comportamentos de compra dos clientes, é possível oferecer alternativas, realizar vendas em muito menos tempo e driblar a concorrência.

Você entendeu a diferença entre Business Intelligence e Big Data?

Como você viu, as práticas de Business Intelligence estão mais ligadas à visualização e à interpretação dos dados, enquanto Big Data remete à facilidade de estruturar volumes exponenciais de informações, analisá-las e usá-las nos ambientes de negócio.

O mundo ideal é, portanto, a combinação dessas duas estratégias, que leva o empreendimento a um patamar superior de competitividade. Elas facilitam o alcance da chamada Data Intelligence que, em poucas palavras, é a organização sistematizada — em vez de apenas coleta e análise — dos dados para torná-los úteis e aplicáveis às práticas do negócio em curto, médio e longo prazo.

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