A computação cognitiva é baseada em sistemas de autoaprendizagem que usam técnicas de aprendizado de máquina para executar tarefas específicas, semelhantes a humanos, de maneira inteligente.

O objetivo da computação cognitiva é simular processos de pensamento humano em um modelo computadorizado. Assim, com algoritmos de autoaprendizagem que usam mineração de dados, reconhecimento de padrões e processamento de linguagem natural, o computador pode imitar a maneira como o cérebro humano funciona.

De acordo com um relatório recente da Allied Market Research, o mercado de computação cognitiva deverá gerar receita de U$ 13,7 bilhões até 2020. Ele leva a transformação digital de empresas de todos os portes e segmentos de mercado a um outro patamar.

Neste artigo, além de ter uma visão geral sobre a computação cognitiva, você vai entender qual a sua relação com o Business Intelligence (BI). Confira!

O que é computação cognitiva?

A computação cognitiva usa tecnologia e algoritmos para extrair automaticamente conceitos e relacionamentos de dados, entender seu significado e gerar aprendizado, independentemente dos padrões de dados e das experiências anteriores — ampliando o que as pessoas ou máquinas poderiam fazer sozinhas.

Ela se sobrepõe à Inteligência Artificial e envolve muitas das mesmas tecnologias subjacentes para impulsionar aplicativos cognitivos, incluindo sistemas especialistas, redes neurais, robótica e realidade virtual.

Na prática, soluções de computação cognitiva podem sintetizar dados de várias fontes de informação enquanto pesam o contexto e as evidências conflitantes para sugerir as melhores respostas possíveis.

Basicamente, existem três formas pelas quais a computação cognitiva pode ser aplicada hoje:

  • automação robótica e cognitiva para automatizar tarefas repetitivas com o intuito de melhorar a eficiência, a qualidade e a precisão;
  • insights cognitivos para descobrir padrões e relacionamentos ocultos com o objetivo de identificar novas oportunidades de inovação;
  • engajamento cognitivo para impulsionar as ações do cliente, oferecendo personalização em escala.

Cabe dizer também que o uso de sistemas de computador para resolver tipos de problemas para os quais os humanos normalmente são solicitados requer grandes quantidades de dados — estruturados e não estruturados — alimentados por algoritmos de aprendizado de máquina. Com o passar do tempo, os sistemas cognitivos são capazes de refinar a maneira como identificam padrões e processam dados para se tornarem capazes de antecipar novos problemas e modelar possíveis soluções.

Que benefícios a computação cognitiva oferece aos negócios?

A Gartner classifica a computação cognitiva como uma plataforma que trará uma ruptura digital diferente de qualquer outra vista nos últimos 20 anos. A seguir, veja as duas principais vantagens que ela oferece às organizações.

1. Melhoria na análise de dados

Tomemos como exemplo o setor de saúde. Os sistemas de computação cognitiva podem coletar informações, relatórios e dados de fontes diferentes, como revistas médicas, histórico pessoal de pacientes, ferramentas de diagnóstico e documentação de linhas similares de tratamento adotadas no passado de diferentes hospitais e centros de assistência médica.

Isso fornece ao médico dados e recomendações baseadas em evidências que podem melhorar o nível de atendimento fornecido ao paciente. Portanto, aqui, a computação cognitiva não substituirá o médico, mas simplesmente assumirá o trabalho tedioso de peneirar várias fontes de dados e processá-las de maneira lógica.

2. Ganho de eficiência nos processos e na interação com o cliente

O uso da computação cognitiva ajuda as empresas a identificar e agir com base em padrões emergentes. Para uma resposta mais rápida e eficaz, também ajuda a identificar oportunidades e a descobrir problemas em tempo real.

Sistemas cognitivos podem fornecer informações surpreendentemente relevantes, contextuais e precisas sobre assuntos amplos relacionados aos clientes. Por exemplo, em uma rede hoteleira, eles podem informar sobre atrações turísticas locais, fornecer informações sobre comodidades do hotel e fornecer ótimas recomendações de restaurantes cruzando dados em diversas fontes.

Como a computação cognitiva pode ser usada na sua empresa?

Em geral, no ambiente corporativo, a computação cognitiva é usada para auxiliar os humanos em seu processo de tomada de decisão. Alguns exemplos de aplicação incluem o apoio a médicos no tratamento de doenças.

Nos serviços financeiros, um agente de vendas cognitivo usa inteligência de máquina para iniciar o contato com uma liderança de vendas promissora e depois qualificar, acompanhar e sustentar a liderança. Ele pode analisar a linguagem natural para entender as perguntas de conversação dos clientes, lidando com centenas e até milhares de conversas simultaneamente e em dezenas de idiomas.

Os usos mais comuns da computação cognitiva são para a realização de classificação avançada, como roteamento de pessoas e necessidades para os melhores funcionários atenderem aos requisitos, e para a análise preditiva, como saber a melhor maneira de promover um produto para um comprador.

As análises preditivas cognitivas são parte de uma abordagem de encaminhamento e interpretação de dados que inicia e termina com o que está contido nas informações. Essa maneira única de abordar a totalidade das informações (de todos os tipos e em qualquer escala) revela conexões, padrões e colocações que possibilitam um insight inédito e até inesperado.

As análises preditivas também podem ajudar a obter informações de negócios significativas usando dados estruturados e baseados em sensores, além de dados não estruturados, como texto e vídeo sem rótulo, para a mineração do sentimento de clientes. Nos últimos anos, uma mudança em direção à análise de “nuvem cognitiva” também aumentou o acesso aos dados, permitindo avanços no aprendizado em tempo real e diminuição nos custos da empresa. Essa mudança recente tornou mais acessível uma série de analíticas avançadas e serviços de Business Intelligence baseados em computação cognitiva.

Qual a relação da Computação Cognitiva com o Business Intelligence?

Com tudo isso, é inegável que a computação cognitiva torna o conceito de Business Intelligence ainda mais profundo nas organizações.

Geralmente, a tecnologia cognitiva se destaca em casos onde há dados demais para os humanos classificarem, onde tomar decisões automatizadas e rápidas em uma massa de dados é fundamental para os negócios e onde as regras do jogo são bem definidas. O aprendizado de máquina, por exemplo, está sendo usado para detectar e lidar com a fraude de maneira mais proativa, reduzir a rotatividade de clientes ou impulsionar as vendas por meio da personalização.

Ainda há muito território a ser coberto antes que a maioria das empresas esteja em uma posição sólida para aproveitar as soluções cognitivas e seus benefícios. No processo de encontrar a plataforma e as pessoas certas e depois pagar por tudo isso, a computação cognitiva pode ajudar a diferenciar as empresas que pensam no futuro.

E então, você entendeu o que é computação cognitiva e qual sua relação com o BI? Ficou com alguma dúvida? Deixe seu comentário!