Por que 40% dos projetos de IA agêntica vão falhar até 2027. E o que sua empresa precisa fazer agora!
Em 1º de julho de 2026, o Gartner publicou um relatório que deveria estar na mesa de todo CTO e CDO do Brasil: até US$ 234 bilhões em gastos com software empresarial estão em risco por causa dos agentes de IA, e 40% dos projetos de IA agêntica vão falhar até 2027.
O motivo? Não é a tecnologia. É a infraestrutura.
O que é IA agêntica: e por que ela é diferente do que veio antes
Nos últimos dois anos, as empresas brasileiras experimentaram IA generativa principalmente como uma ferramenta de produtividade: chatbots, geração de texto, resumos automáticos, assistentes de código. Útil. Valioso. Mas ainda reativo.
A IA agêntica é diferente. Um agente de IA não espera um comando — ele executa tarefas de ponta a ponta, com autonomia, tomando decisões ao longo do caminho. Um agente pode receber um objetivo (“analise todas as propostas recebidas este mês e priorize por probabilidade de fechamento”), acessar múltiplos sistemas, processar dados, gerar análises e entregar um resultado sem intervenção humana em cada etapa.
É a diferença entre usar IA como ferramenta e usá-la como operador.
Por que 40% vão falhar: os três bloqueadores reais
O Gartner não diz que a IA agêntica não funciona. Diz que os sistemas onde ela vai operar, em muitas empresas, não estão prontos para recebê-la. Há três bloqueadores principais:
1. Infraestrutura legada incompatível
Agentes de IA precisam acessar dados em tempo real, integrar sistemas e executar ações em múltiplas plataformas simultaneamente. Sistemas legados — ERPs antigos, bancos de dados sem APIs, arquiteturas monolíticas — simplesmente não foram projetados para isso.
2. Dados sem governança
Um agente autônomo que opera sobre dados incorretos, incompletos ou desatualizados não apenas falha — ele falha em escala, de forma autônoma. A qualidade dos dados e a existência de uma camada de governança sólida deixam de ser “boas práticas” e se tornam pré-requisitos críticos.
3. Ausência de estratégia cloud
Agentes modernos vivem em ambientes cloud-native: precisam de escalabilidade elástica, orquestração de microserviços e segurança por design. Empresas que ainda operam com infraestrutura on-premise ou em ambientes de nuvem mal configurados não têm base para sustentar execuções agênticas complexas.
A “SaaSpocalipse” agêntica o que muda no mercado de software
O relatório do Gartner descreve o fenômeno que batizou de “agentic arbitrage”: quando agentes de IA conseguem executar tarefas que antes exigiam múltiplos softwares SaaS, eles eliminam a necessidade de algumas dessas interfaces. O Gartner estima que até 2030, esse movimento colocará em risco cerca de 20% de todo o gasto empresarial em SaaS.
O que o mercado brasileiro está fazendo e o que ainda falta
Agentes de IA já estão entre as prioridades estratégicas de 53% dos executivos brasileiros para 2026, e o investimento corporativo em IA no país deve atingir R$ 12,7 bilhões este ano. Mas a maioria das empresas ainda não tem métodos claros para mensurar o retorno — estão acelerando o investimento sem a infraestrutura para garantir que vai funcionar.
Checklist: o que sua empresa precisa avaliar agora
- Seus dados estão centralizados e acessíveis via API? Se os dados ainda vivem em silos ou sistemas sem integração, o agente não conseguirá operar com eficiência.
- Você tem uma camada de governança de dados? Qualidade, lineage e controle de acesso são pré-requisitos, não opcionais.
- Sua infraestrutura cloud suporta execução agêntica? Latência, escalabilidade e segurança precisam estar adequadas.
- Você tem KPIs definidos para o projeto? Sem métricas claras de sucesso, você não saberá se o agente está gerando valor.
- Sua equipe tem o perfil técnico para sustentar o projeto? Com déficit de 532 mil profissionais de TI no Brasil, garantir o talento certo é um risco real.
Como a Arbit pode ajudar
Com 27 anos de mercado e projetos em Data & Analytics, Inteligência Artificial, Cloud Computing e Desenvolvimento de Software, a Arbit tem exatamente o conjunto de capacidades que as empresas precisam para transformar infraestrutura legada em plataforma preparada para a era agêntica.
Nosso trabalho não começa pelo modelo de IA. Começa pela fundação: dados organizados, infraestrutura cloud robusta, governança implementada. Só então os agentes funcionam de verdade. Se sua empresa está planejando ou já executando projetos com agentes de IA, fale com nossos especialistas antes de escalar.
Fontes: Gartner (01/07/2026), TI Inside (10/07/2026 e 13/07/2026), Futurum Group, IT Forum.

